Lentamente
segunda-feira, março 29, 2010
O incêndio sente-se apagado. As chamas que me guiam, não a sentem também. Onde vais quando estas só, roubo os teus livros com um sorriso no rosto. Leio uma gasta carta de amor, O Vento leva-a no meio da rua, num dia de sossego. Vai da entrada a saída, repete e desaparece. Sonho de braços abertos repetidamente até se tornar loucura na minha praça. Escrevo em coração maiúsculo estes meses em que o fogo parece voltar longe daqui. Lentamente lentamente.